O Brasil é a próxima grande aposta da hotelaria de luxo — e o segmento de luxo já concentra 50% do investimento
R$ 13,6 bilhões em 178 novos empreendimentos hoteleiros só em 2026. O segmento de luxo saltou de 38% para 50% do volume investido. Três movimentos criaram esse ciclo — e os projetos que se destacam usam materiais naturais nativos.
Após um longo período de estagnação, o Brasil se consolida como um dos mercados de maior expansão hoteleira do mundo. Só em 2026, o setor deve aplicar R$ 13,6 bilhões em 178 novos empreendimentos. E o segmento de luxo, que respondia por 38% desse volume, já concentra 50% desse investimento.
Três movimentos impulsionam essa transformação
- Fundos institucionais e REITs regulados na B3 deram aos incorporadores uma estratégia clara de saída de investimento (exit), viabilizando o retorno do capital.
- O turismo doméstico bateu recorde no pós-pandemia.
- E o capital internacional finalmente passou a enxergar o país como aposta estável para hospitalidade.
Neste ciclo, os empreendimentos de melhor desempenho apresentam um ponto em comum: eles priorizam a utilização de materiais naturais nativos.
Casos que provam o argumento
No Ceará, Guilherme Torres projeta o hotel Silêncio com palha de carnaúba e paredes de barro batido à mão. No Amazonas, o Mirante do Gavião Amazon Lodge, em Novo Airão, ergue seus chalés sobre madeira de reflorestamento utilizando a tecnologia de construção de barcos.
Ao especificar o que a região produz, o projeto:
- Movimenta a cadeia de artesãos locais,
- Preserva técnicas construtivas tradicionais,
- E fortalece a cultura do território.
Material e longevidade se conectam
Quando bem executado, um material natural tende a responder melhor às condições climáticas da própria região. Uma madeira local ou uma parede de taipa lidam melhor com umidade, temperatura e insolação — o que reduz custo de manutenção e prolonga a vida útil.
Ao longo dos anos, esse material se funde à paisagem, preservando a coerência estética do empreendimento e sustentando seu valor no longo prazo.
Projeto como fator de diferenciação
Neste ciclo de expansão do mercado, o projeto deve ser um fator de diferenciação do empreendimento.
Assim, escolher materiais naturais que impactam na valorização do empreendimento deixa de ser uma decisão puramente estética — e passa a ser vista como uma decisão estratégica de negócio.




